Dia Internacional das Mulheres

8 de março tem greve internacional das mulheres

Dia Internacional das MulheresNo próximo 8 de março, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher, mulheres de todo o mundo organizam uma greve geral, contra os retrocessos e pela garantia de direitos. Aqui no Brasil, a principal pauta dos movimentos feministas é a luta contra a reforma da Previdência, que afeta diretamente a vida das mulheres, além da retirada de direitos sociais promovida pelo governo Temer.

A data marca o assassinato de mais de uma centena de mulheres operárias, tecelãs, de uma fábrica de tecidos em Nova Iorque, que organizaram uma greve reivindicando direitos como redução de jornada de trabalho – era de 16 horas diárias -, equiparação de salários com os homens (recebiam em torno de 1/3 do salário de um homem exercendo a mesma função), e tratamento digno no ambiente de trabalho. Os policiais reprimiram a manifestação com extrema violência, trancafiaram – a mando do proprietário – em torno de 130 mulheres na fábrica, que foi incendiada. As guerreiras morreram carbonizadas.

Em muitas cidades, o Poder Público – sempre patriarcal – propõe programações festivas e completamente esvaziadas de conteúdos e reflexões, negligenciando questões de profunda relevância como as discussões sobre o machismo estrutural, que permeia nossas posturas e mentalidades. Oferecem atividades direcionadas à estética – o que não seria um problema se trouxessem em seu bojo propostas de reflexões, por exemplo, sobre o corpo feminino e padrões de beleza -; ou práticas equivocadas que reforçam os estereótipos do que é “trabalho de mulher”, como cursos de corte e costura, confeito de bolo, manicure, etc. Reforço: a contrariedade não está nas atividades em si, mas na distorção ou esvaziamento de significado.

De que adianta oferecer flores e negar direitos? A mais clara ação do machista é negar o próprio machismo. A primeira batalha contra o machismo se trava dentro de cada um de nós.

Não há mais espaço para a hipocrisia. A sociedade civil precisa discutir esta questão, pois é o primeiro passo para transformação das mentalidades. Que o Poder Público assuma sua responsabilidade na luta contra o machismo e promova ações para uma educação crítica sobre o tema, que promova ações que empoderem as mulheres. Pois, enquanto se esvaziam significados e discussões, mulheres continuam a ser oprimidas, vítimas de violência e mortas.

Dia Internacional das Mulheres na Baixada Santista

Santos

Câmara de Santos
Homenagem as Mulheres Santistas de destaque
Dia 8/03, às 9h
Local: Auditório Zenny de Sá Goulart
Lançamento da Campanha Laço Branco
Dia 8/03, às 19h00
Local: Auditório Vereadora Zeni de Sá Goulart, piso térreo. Aberto ao público

Museu do Café
O Núcleo Educativo realizará a Oficina de Autorretrato: “Sou Mulher, logo existo”.
Dia 8/03, às 14h
No sábado, um bate-papo e oficina de desenho: “A figura e o papel da mulher na história da arte”. As atividades são gratuitas. Para visitas agendadas, é necessário se inscrever pelo e-mail educadores@museudocafe.org.br.
Dia 11/03, às 14h

São Vicente

Dinâmica, conscientização e interação entre as mulheres
Dia 8/03 às 19h30
Local: Sede a Associação Comercial (Rua Jacob Emmerich, 1238 – Parque Bitaru).

Cubatão

Bate-papo sobre universo feminino e arte. Participam do encontro: Carlota Cafiero, jornalista da área cultural; Marilda Canelas que abordará gestão cultural; Mô Amorim que vai falar sobre Cultura na Educação; a ilustradora Nice Lopes e a escritora Viveram Távora.
Dia 6/03 às 19h
Local: Bloco Cultural (Praça dos Emancipadores, s/nº). Entrada franca.

Itanhaém

O Fundo Social da cidade irá celebrar a data com um evento onde serão disponibilizados serviços como aferição da pressão arterial, corte de cabelo, maquiagem, manicure, avaliação de peso e orientações da Secretaria de Assistência Social e brindes.
Dia 08/03 das 13h às 17h
Local: Praça Narciso de Andrade

Mongaguá

A Diretoria de Assistência Social (DAS) promoverá, a partir do dia 8, um Curso de Automaquiagem, com extensão durante todo o mês de março. A iniciativa visa trabalhar não só a autoestima das mulheres, mas criar uma fonte de geração de renda para as participantes.
A partir do dia 08/03, das 9h às 11 h
Local: Centro Social de Agenor de Campos (Alameda Itanhaém esquina com a Rua Santa Terezinha)

Bertioga

O Fundo Social de Solidariedade da cidade realizará a 1ª Semana da Mulher. O evento oferecerá massagens, cortes de cabelo, crochê com fios de malha, entre outras atividades.
Dia 06 /03 das 13h às 17h
Local: Espaço Cidadão, Rua José Costa, 138 – Boraceia

Projeto Bem Querer
Dia 07/03 das 13h às 17h
Local: Rua Luiz Otávio, 266 – Vista Linda

Dia 08/03 – Dia Internacional da Mulher
15h00 Yoga
16h00 Dança Salão Conceição
17h00 Alongamento
LOCAL: Tenda de eventos – Av. Thomé de Souza, ao lado do Parque Tupiniquins e Forte São João – centro

Rio Piaçabuçu

Rio Piaçabuçu – Praia Grande

Rio Piaçabuçu

A história do Rio Piaçabuçu (pronuncia-se “Piassá Bussú”) está intimamente ligada à história de Praia Grande-SP.

No início do século XIX, o Rio Piaçabuçu era o fio condutor que ligava o município de São Vicente à Vila de Conceição do Itanhaém.

Na época, Praia Grande era formada por sitiantes e o rio era utilizado para escoar a produção agropecuária da região.

Havia muitos portos ao longo do seu curso, como o Porto do Piaçabuçu (no atual bairro de Caieiras), o Porto do Campo (atual Portinho, no Intermares) e os Portos do Tumiarú e das Naus (em São Vicente).

Piaçabuçu vem do tupi, significa “Porto Grande”, e esse foi o primeiro nome que os indígenas deram à Praia Grande.

Praia Grande

Praia Grande – SP

Praia Grande

Outrora, Praia Grande era menos que um bairro de São Vicente..

Era passagem para o sul.. conhecida como Piaçabuçu ou o Caminho de Conceição do Itanhaém..

Piaçabuçu é o nome do rio que serpenteia a Baixada, entre São Vicente (Mar Pequeno) e Ilha das Caieiras em Praia Grande.

Vila Conceição do Itanhaém era o antigo nome de Itanhaém.

Em 1914 o sanitarista Saturnino de Brito viu concretizada sua ideia de levar o esgoto de Santos para fora da cidade.

Para isso construiu o que hoje conhecemos como a Ponte Pênsil (passagem para os canos que iam até o Morro do Itaipú, para desaguar no mar, em Praia Grande).

Há males que vem para o bem.

A construção da Ponte Pênsil facilitou o acesso das pessoas à Praia Grande. Com isso, os terrenos passaram a ter um maior valor do que tinham antes.

Foi o primeiro “boom imobiliário” da Praia Grande.

Confira trecho de uma carta de Benedito Calixto de Jesus, famoso pintor, professor, historiador, ensaísta da baixada: é nome de rua, escola, etc.:

S.Vicente, 23 de março de 1912

Amigo Narciso,

(…) consta-me que você pretende ir a Conceição*, justamente nestes dias, antes da Páscoa, e portanto veja se pode chegar aqui em nossa casa para conversarmos. Temos muita coisa à falar sobre esses negócios de Conceição e principalmente sobre essas terras de Praia Grande tão procuradas e cobiçadas, agora, pelos homens de negócio (…).

Falaremos, ainda, sobre a sorte desses pobres praianos, nossos patrícios, e sobre o procedimento desse italiano que pretende despojá-los do único bem que possuem: as suas terras.(…)

Calixto”

Em 1967 veio a emancipação.

Em 1979, Paulo Maluf inaugura a Ponte do Mar Pequeno, alternativa para a já saturada Ponte Pênsil, e amplia o acesso de paulistanos ao litoral.

Praia Grande é limpa

Durante muito tempo, a Praia Grande foi conhecida por suas praias sujas e feias. Havia muito preconceito contra a cidade.

Mas em 1993, na administração do prefeito Alberto Pereira Mourão, foi elaborado um projeto para reurbanizar a orla, incentivar o turismo, o comércio e, principalmente, os investimentos na construção de prédios e casas.

Com as reformas, os moradores começaram a valorizar a cidade e a criar com ela uma identidade.

Atualmente o município tem uma população de 300 mil habitantes, em uma área de 147 km², e é uma das praias mais movimentadas do Brasil.

Pesquisas da Dersa e da Ecovias calculam que em média 40% dos veículos que utilizam o Sistema Anchieta-Imigrantes em direção ao litoral têm como destino a cidade de Praia Grande.

Na alta temporada, recebe cerca de 1,5 milhão de turistas (mais de cinco vezes a sua população fixa).

Itanhaém

Itanhaém

ItanhaémA 45 anos atrás vi o mar pela primeira vez.

Menino pobre, saído da Cidade Ademar, quebrada de São Paulo, nunca vou me esquecer daquele instante.

O prazer do contato dos pés com a areia, aquele ambiente de praia preservada, a brisa do mar balançando as folhas das palmeiras, a espuma das ondas, tudo aquilo me fez sentir como se estivesse no paraíso..

Sei lá, uma coisa intensa.. como se aquilo fosse o meu mundo.. mexeu com a minha ancestralidade..

Era Itanhaém

Achei o nome esquisito.. e ao mesmo tempo, fascinante..

Vem do Tupi.

Está relacionado com o som das batidas do mar sobre as pedras.

Itá-nha’ẽ. Pedra que Canta ou Pedra que Chora.

O Brasil começou em Itanhaém

É a segunda cidade mais antiga (ano de 1532: em janeiro fundaram São Vicente, em abril, o povoado de Itanhaém).

Hoje o município tem uma população de 95 mil habitantes (2016) em uma área de 599 km², entre Mongaguá e Peruíbe.

Aliás, esses 3 últimos municípios da Baixada Santista, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe são uma espécie de “reserva ambiental e cultural” do litoral sul paulista (à despeito dos vários problemas de urbanização que já enfrentam, e que requerem imediata atenção).

O projeto da Rodovia Parelheiros-Itanhaém pode ser uma oportunidade para transformar o extremo sul do litoral paulista em uma “Punta Del Leste” brasileira.

Desde que combine urbanização com preservação ambiental.

As oportunidades imobiliárias estão ali.

Itanhaém Pedra que Canta
Itanhaém Pedra que Canta