Ilha Porchat

Ilha Porchat, São Vicente – SP

Ilha Porchat

A Ilha Porchat é uma “ilha da fantasia” em quase todos os sentidos, a começar pela geografia: nem é uma ilha.

Não chega nem a ser um cabo, cuja definição é: acidente geográfico formado por uma massa de terra que se estende por um oceano ou mar que lhe está adjacente. É uma ponta. Tecnicamente é chamada “promontório”.

Mas é linda, e já foi sede de cassino e de duas super badaladas discotecas nas décadas de 80 e 90: Pirata e a Blitz.

Certamente foi local de muitas fantasias e sonhos de várias gerações.

Deve o seu nome à família Porchat, que tinha lá várias casas de veraneio e um cassino – frequentado por pessoas de alto padrão, vindas de toda a região.

Após o declínio do cassino e do entretenimento que ele proporcionava, a ilha foi ocupada por residências fixas – e também casa de espetáculos, com a posterior construção do Ilha Porchat Clube logo na sua entrada.

Muita coisa já foi escrita a seu respeito, existindo versões históricas de que, em época remota, foi adquirida por um colono português sem o dom da palavra, motivo pelo qual passou a chamar-se Ilha do Mudo.

Depois do nome primitivo, teve a alcunha de Ilha das Cobras, isso em fins do século XVIII, quando foi vendida a Luiz Antônio de Souza.

Logo após a primeira década do século XIX, passou às mãos de outro lusitano, que iniciou a criação de caprinos em suas encostas, levando os habitantes de São Vicente a chamá-la de Ilha das Cabras.

É um lugar cheio de histórias, um pouco maltratado pelo poder público.. mas que a natureza acaba dando um jeito de manter lindo:

Praia Grande

Praia Grande – SP

Praia Grande

Outrora, Praia Grande era menos que um bairro de São Vicente..

Era passagem para o sul.. conhecida como Piaçabuçu ou o Caminho de Conceição do Itanhaém..

Piaçabuçu é o nome do rio que serpenteia a Baixada, entre São Vicente (Mar Pequeno) e Ilha das Caieiras em Praia Grande.

Vila Conceição do Itanhaém era o antigo nome de Itanhaém.

Em 1914 o sanitarista Saturnino de Brito viu concretizada sua ideia de levar o esgoto de Santos para fora da cidade.

Para isso construiu o que hoje conhecemos como a Ponte Pênsil (passagem para os canos que iam até o Morro do Itaipú, para desaguar no mar, em Praia Grande).

Há males que vem para o bem.

A construção da Ponte Pênsil facilitou o acesso das pessoas à Praia Grande. Com isso, os terrenos passaram a ter um maior valor do que tinham antes.

Foi o primeiro “boom imobiliário” da Praia Grande.

Confira trecho de uma carta de Benedito Calixto de Jesus, famoso pintor, professor, historiador, ensaísta da baixada: é nome de rua, escola, etc.:

S.Vicente, 23 de março de 1912

Amigo Narciso,

(…) consta-me que você pretende ir a Conceição*, justamente nestes dias, antes da Páscoa, e portanto veja se pode chegar aqui em nossa casa para conversarmos. Temos muita coisa à falar sobre esses negócios de Conceição e principalmente sobre essas terras de Praia Grande tão procuradas e cobiçadas, agora, pelos homens de negócio (…).

Falaremos, ainda, sobre a sorte desses pobres praianos, nossos patrícios, e sobre o procedimento desse italiano que pretende despojá-los do único bem que possuem: as suas terras.(…)

Calixto”

Em 1967 veio a emancipação.

Em 1979, Paulo Maluf inaugura a Ponte do Mar Pequeno, alternativa para a já saturada Ponte Pênsil, e amplia o acesso de paulistanos ao litoral.

Praia Grande é limpa

Durante muito tempo, a Praia Grande foi conhecida por suas praias sujas e feias. Havia muito preconceito contra a cidade.

Mas em 1993, na administração do prefeito Alberto Pereira Mourão, foi elaborado um projeto para reurbanizar a orla, incentivar o turismo, o comércio e, principalmente, os investimentos na construção de prédios e casas.

Com as reformas, os moradores começaram a valorizar a cidade e a criar com ela uma identidade.

Atualmente o município tem uma população de 300 mil habitantes, em uma área de 147 km², e é uma das praias mais movimentadas do Brasil.

Pesquisas da Dersa e da Ecovias calculam que em média 40% dos veículos que utilizam o Sistema Anchieta-Imigrantes em direção ao litoral têm como destino a cidade de Praia Grande.

Na alta temporada, recebe cerca de 1,5 milhão de turistas (mais de cinco vezes a sua população fixa).

Plataforma de Pesca de Mongaguá

Mongaguá

MongaguáMongaguá é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional.

A origem do nome é Tupi Guarani, significa “Águas Pegajosas”, provavelmente em alusão ao ecossistema em torno do Rio Mongaguá.

A cidade tem cerca de 50 mil habitantes em uma área de 137 km², as praias são bem urbanizadas, no conjunto possuem 13 km de extensão, divididos por bairros: Centro, Itaoca, Praia da Vera Cruz e Agenor de Campos. Possui larga faixa de areia escura e batida, boa para “cooper”, bike e caminhadas.

Plataforma de Pesca de Mongaguá

Plataforma de Pesca de MongaguáUma das maiores atrações é a Plataforma de Pesca de Mongaguá, uma estrutura de concreto armado que avança 400 metros sobre o mar, mão na roda para pescadores desembarcados.

Itanhaém

Itanhaém

ItanhaémA 45 anos atrás vi o mar pela primeira vez.

Menino pobre, saído da Cidade Ademar, quebrada de São Paulo, nunca vou me esquecer daquele instante.

O prazer do contato dos pés com a areia, aquele ambiente de praia preservada, a brisa do mar balançando as folhas das palmeiras, a espuma das ondas, tudo aquilo me fez sentir como se estivesse no paraíso..

Sei lá, uma coisa intensa.. como se aquilo fosse o meu mundo.. mexeu com a minha ancestralidade..

Era Itanhaém

Achei o nome esquisito.. e ao mesmo tempo, fascinante..

Vem do Tupi.

Está relacionado com o som das batidas do mar sobre as pedras.

Itá-nha’ẽ. Pedra que Canta ou Pedra que Chora.

O Brasil começou em Itanhaém

É a segunda cidade mais antiga (ano de 1532: em janeiro fundaram São Vicente, em abril, o povoado de Itanhaém).

Hoje o município tem uma população de 95 mil habitantes (2016) em uma área de 599 km², entre Mongaguá e Peruíbe.

Aliás, esses 3 últimos municípios da Baixada Santista, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe são uma espécie de “reserva ambiental e cultural” do litoral sul paulista (à despeito dos vários problemas de urbanização que já enfrentam, e que requerem imediata atenção).

O projeto da Rodovia Parelheiros-Itanhaém pode ser uma oportunidade para transformar o extremo sul do litoral paulista em uma “Punta Del Leste” brasileira.

Desde que combine urbanização com preservação ambiental.

As oportunidades imobiliárias estão ali.

Itanhaém Pedra que Canta
Itanhaém Pedra que Canta
Instância Balneária de Peruíbe

Peruíbe

Instância Balneária de Peruíbe

Peruíbe é um município localizado no litoral Sul Paulista, na Região Metropolitana da Baixada Santista, no estado de São Paulo, Brasil.

A área é reconhecida pelas belas e extensas praias, pelo turismo ecológico e pelo turismo rural. A sua população estimada em 2010 era de 72 793 habitantes. Sua área é de 326 km², o que resulta numa densidade demográfica de 160,28 habitantes por quilômetro quadrado.

Instância Balneária de Peruíbe

Peruíbe é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por lei estadual (confira os demais). Tal status garante, a esses municípios, uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional.

Também, o município adquire o direito de agregar, junto a seu nome, o título de “estância balneária”, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

A orla urbana é formada por balneários horizontais de alto padrão, como Arpoador, Oásis, Pq. Turístico, Flórida e Stella Maris. Algumas construções se destacam pela arquitetura arrojada e recortada, de muita beleza.

O Centro e a Estação são zonas comerciais. Já os bairros como Vila Erminda, Caraguava, Jardim Veneza, Jardim Brasil, Vila Romar e Prados, mais afastados da praia, são os mais habitados.

Presença marcante de condomínios e loteamentos, como os Bougainvillé, Três Marias e São Marcos.

A linda e conservada Peruíbe

São 32 km de litoral com belas praias e os menores índices de poluição do Litoral Paulista.

Na área urbana, distribuem-se diversos balneários de elevado padrão de construção com arquitetura predominantemente horizontal.

A Praia de Peruíbe é urbanizada com quiosques, calçadão, ciclovia e jardins. Dentre elas, destacam-se as praias do Centro.

Em direção ao sul, a paisagem torna-se mais natural, com o Costão e sua famosa ducha natural, a Prainha e o Guaraú.

Dentro da Jureia, são dezenas de praias preservadas e praticamente intocadas, de beleza única, como a Desertinha, Tatuíra, Guarauzinho, Baleia, Arpoador, Parnapoã, Brava, Juquiazinho, Preta, Caramborê e Barra do Una já na divisa com Iguape. As cachoeiras do rio do Ouro, Guanhanhã, Vilão e Antas, as corredeiras do Perequê e do Paraíso, esta com seu tobogã e piscinas naturais, completam a natureza.