Carnaval

Carnaval, uma indústria mal compreendida

Carnaval

Fruto da onda fascista que dominou o país nos últimos anos, não é incomum encontrar pessoas comemorando o gestor público que corta verbas do Carnaval para, supostamente, investir em educação, saúde, etc..

Gente, isso está errado, é mais uma mentira deslavada..

É a ideologia do “estado mínimo” ou “moralismo irracional”, por vezes os 2 juntos..

Na verdade, esse gestor provavelmente vai cortar as verbas do carnaval e também da educação, saúde e vários outros serviços essenciais..

O que ele não vai cortar serão os privilégios de uma minoria, da qual ele próprio faz parte..

Ou seja, “estado mínimo” para os “outros”.. para “eles”, “estado máximo” com todas as regalias que o dinheiro do povo pode proporcionar..

Sem falar no racismo que normalmente embala esse tipo de iniciativa.. enfim..

Carnaval dá lucro

O fato é que o Carnaval é uma manifestação cultural popular que dá lucro em vários sentidos.. explico..

Para analisar sob a ótica puramente financeira, leve em consideração a cidade do Rio de Janeiro, um ícone da indústria carnavalesca:

O Carnaval do Rio em 2015 gerou R$ 2,2 bilhões de receita para o município, fora a taxa de ocupação hoteleira de 84%, e mais todos os gastos que cerca de 1 milhão de turistas realizam na cidade durante o período..

É alegria prá todo lado..

A cidade do Rio de Janeiro investiu cerca de R$ 30 milhões no carnaval carioca (confira)..

Uau! Investiu R$ 30 milhões e recebeu R$ 2 bilhões!!??

É um lucro absurdo, um “negócio da China”!

Mas esse não é o único legado do Carnaval: considere ainda os aspectos culturais e humanistas relacionados ao evento, na minha opinião os mais importantes..

O Carnaval é um “celeiro de ideias”, gera emprego o ANO INTEIRO para várias categorias de artistas, engenheiros, carpinteiros, mecânicos, marceneiros, pintores, designers e vários outros profissionais que trabalham para que naquele período de 1 semana (no máximo) a festa aconteça como você normalmente a vê.

São inúmeras famílias que vivem dessa indústria.

E prá fechar a conta, ainda por cima o carnaval traz o sentimento que provavelmente é o sentido da vida: a alegria.

Portanto, quando você ouve algum prefeito falando em cortar verbas do carnaval porque o país está em crise, ou algo do gênero, saiba que a verdadeira crise é o prefeito.. é com ele que você precisa acabar (*).. não com a festa..

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(*) precisa acabar no bom sentido, tá gente, através do voto..

Cultura Caiçara

Caiçara

Cultura Caiçara

A Cultura Caiçara é fruto da miscigenação dos índios, e mais tarde dos negros, com os imigrantes europeus.

O termo caiçara tem origem no vocábulo Tupi-Guarani caá-içara que era utilizado para denominar as estacas colocadas em torno das tabas ou aldeias, e o curral feito de galhos de árvores fincados na água para cercar o peixe.

Com o passar do tempo, passou a ser o nome dado às palhoças construídas nas praias para abrigar as canoas e os apetrechos dos pescadores e, mais tarde, para identificar o morador de Cananéia.

Posteriormente, passou a ser o nome dado a todos os indivíduos e comunidades do litoral dos Estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro (Diegues, 1988).

A cultura caipira formou-se pelo cruzamento do português com o indígena e produziu o mameluco paulista, na qual o caiçara está inserido.

É um caipira do litoral..

O gênero de vida caiçara combina a agricultura de subsistência, baseada na mandioca, com a pesca.

Fandango Caiçara

O Fandango Caiçara é uma expressão musical-coreográfica-poética e festiva, cuja área de ocorrência abrange o litoral sul do estado de São Paulo e o litoral norte do estado do Paraná.

Essa forma de expressão possui uma estrutura bastante complexa e se define em um conjunto de práticas que perpassam o trabalho, o divertimento, a religiosidade, a música e a dança, prestígios e rivalidades, saberes e fazeres.

O Fandango Caiçara se classifica em batido e bailado ou valsado, cujas diferenças se definem pelos instrumentos utilizados, pela estrutura musical, pelos versos e toques.

Nos bailes, como são conhecidos os encontros onde há Fandango, se estabelecem redes de trocas e diálogos entre gerações, intercâmbio de instrumentos, afinações, modas e passos viabilizando a manutenção da memória e da prática das diferentes músicas e danças.

O Fandango Caiçara é uma forma de expressão profundamente enraizada no cotidiano das comunidades caiçaras, um espaço de reiteração de sua identidade e determinante dos padrões de sociabilidade local.