Instância Balneária de Peruíbe

Peruíbe

Instância Balneária de Peruíbe

Peruíbe é um município localizado no litoral Sul Paulista, na Região Metropolitana da Baixada Santista, no estado de São Paulo, Brasil.

A área é reconhecida pelas belas e extensas praias, pelo turismo ecológico e pelo turismo rural. A sua população estimada em 2010 era de 72 793 habitantes. Sua área é de 326 km², o que resulta numa densidade demográfica de 160,28 habitantes por quilômetro quadrado.

Instância Balneária de Peruíbe

Peruíbe é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por lei estadual (confira os demais). Tal status garante, a esses municípios, uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional.

Também, o município adquire o direito de agregar, junto a seu nome, o título de “estância balneária”, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

A orla urbana é formada por balneários horizontais de alto padrão, como Arpoador, Oásis, Pq. Turístico, Flórida e Stella Maris. Algumas construções se destacam pela arquitetura arrojada e recortada, de muita beleza.

O Centro e a Estação são zonas comerciais. Já os bairros como Vila Erminda, Caraguava, Jardim Veneza, Jardim Brasil, Vila Romar e Prados, mais afastados da praia, são os mais habitados.

Presença marcante de condomínios e loteamentos, como os Bougainvillé, Três Marias e São Marcos.

A linda e conservada Peruíbe

São 32 km de litoral com belas praias e os menores índices de poluição do Litoral Paulista.

Na área urbana, distribuem-se diversos balneários de elevado padrão de construção com arquitetura predominantemente horizontal.

A Praia de Peruíbe é urbanizada com quiosques, calçadão, ciclovia e jardins. Dentre elas, destacam-se as praias do Centro.

Em direção ao sul, a paisagem torna-se mais natural, com o Costão e sua famosa ducha natural, a Prainha e o Guaraú.

Dentro da Jureia, são dezenas de praias preservadas e praticamente intocadas, de beleza única, como a Desertinha, Tatuíra, Guarauzinho, Baleia, Arpoador, Parnapoã, Brava, Juquiazinho, Preta, Caramborê e Barra do Una já na divisa com Iguape. As cachoeiras do rio do Ouro, Guanhanhã, Vilão e Antas, as corredeiras do Perequê e do Paraíso, esta com seu tobogã e piscinas naturais, completam a natureza.

Ensopadinho de Mandi com Pirão

Ensopadinho de Mandi com Pirão

Ensopadinho de Mandi

Como um monte de primeiras coisas e momentos em nossas vidas, o primeiro peixe a gente também não esquece. Comigo foi assim, um momento mágico, fantástico! Eu devia ter uns 8 ou 9 anos, estava sozinho sentado dentro de uma canoa apoitada na baixada do mercado em Iguape/SP, onde passávamos as férias. Joguei na água minha linhada de mão, que tio Dito Lula e meu pai entralharam para mim, e uns 2 minutos depois… Tchum! Aquele puxão forte! Tomei um danado dum susto… Foi um “Meu Bom Jesus!” seguido de uma alegria incontida e lá estava eu, com o coração quase saindo pela boca, meio afobado, recolhendo a linha que trazia no anzol um mandi de uns dois palmos, minha primeira pesca, meu primeiro peixe.

Fiquei tão feliz, tão maravilhado, ali sozinho naquela canoa, na beira do mar pequeno, de frente pro pirizal, que peguei minhas tralhas, meu “peixão” e fui embora para casa daquele jeito, de moleque, sabe? Meio correndo, meio andando, meio pulando com o meu mandi ainda pendurado no anzol. É desses momentos simples cheios de significado e alma que somos feitos, não é mesmo? Dá para esquecer?

O Mandi

A palavra mandi vem do tupi mãdi’i e é o nome dado a diversos peixes de couro da espécie pimelodus, como o mandi amarelo, o mandi chorão e o mandi tinga encontrados em importantes bacias hidrográficas do nordeste, do sul e do sudeste do Brasil, como a Bacia Amazônica, a do Araguaia-Tocantins, a do São Francisco, a do Prata e a do Ribeira de Iguape, onde podem ser encontrados nadando próximos ao fundo, na beira dos rios, em poços, remansos e boca de riachos.

Primo menor dos grandes bagres siluros como a pirara e o pintado, o mandi pode alcançar até 40 cm de comprimento e pesar até 3 Kg. Alimenta-se de tudo, é então onívoro, preferindo larvas de insetos, algas, moluscos, pequenos peixes e fragmentos de vegetais. Sua carne é clara e de sabor muito suave.

RECEITA
Facílimo | de 4 a 6 Porções | Uns 40 minutos

INGREDIENTES

  • 2 ou 3 mandis de bom tamanho
  • 4 tomates maduros, sem pele nem sementes, picados
  • 2 colheres de (sopa) de óleo
  • 2 dentes de alho amassados
  • 2 cebolas picadas
  • 1 punhado de alfavaca e cheiro verde picados
  • Suco de 1 limão
  • Sal a gosto
  • Farinha de mandioca artesanal

Dica: Quer deixar o negócio chique e mais irresistível ainda? Acrescente alguns pitus.

Você Vai Precisar

  • Duas panelas médias com tampa.
  • Um coador ou peneira.

PREPARO

“Conserte” (limpe) os mandis e lave-os bem, por dentro e por fora. Tempere-os com o suco de limão, o sal e deixe tomar gosto por uma meia hora.

Importante: Como com qualquer bagre, tome cuidados com as esporas das nadadeiras dorsais e lombar do mandi na hora de limpá-los. Estas esporas tem um serrilhado invertido que é fácil de entrar e difícil de sai da pele, além de possuírem toxinas e bactérias que causam muita dor caso você se machuque com elas.

Corte os peixes em postas e reserve as cabeças para fazer o pirão.

Em uma panela aqueça o óleo e refogue a cebola e o alho. Junte os tomates picados, a alfavaca e o cheiro verde e refogue mais um pouco.

Importante: Retire um pouco deste refogado e reserve para usá-lo no cozimento das cabeças para o pirão. Preste atenção!

Quando os sabores do refogado forem liberados, coloque o peixe e misture com cuidado.

Quando o peixe estiver começando a embranquecer, acrescente um pouco de água, baixe o fogo, tampe a panela e deixe a coisa acontecer.

Enquanto o peixe cozinha, em outra panela coloque as cabeças com um pouco do refogado que você reservou anteriormente. Reservou mesmo, né? Coloque água, acerte o sal e deixe cozinhar.

Bom, neste momento você tem duas panelas no fogo, então preste atenção:

  1. Verifique de tempos em tempos se o peixe já está cozido, estando tudo beleza, desligue o fogo e reserve.
  2. Quando o cozido das cabeças do mandi fizer um caldo saboroso, desligue o fogo, acerte o sal, se você quiser acrescente aquela sua pimentinha e misture tudo. Coe o caldo e vá juntando farinha de mandioca aos poucos até dar ao pirão uma consistência mole e reserve.

Sirva o ensopadinho de mandi, com o pirão á parte, acompanhado de um arroz branco fresquinho e uma saladinha bacana.