Ponte Pênsil de São Vicente

Ponte Pênsil de São Vicente

Ponte Pênsil de São VicentePonte pênsil ou ponte suspensa é um tipo de ponte sustentada por um sistema de cabos e mastros.

Na ponte pênsil os cabos principais partem de um mastro a outro formando uma parábola.

Dos cabos principais partem os cabos de sustentação da plataforma, que são verticais e espaçados igualmente.

É uma técnica construtiva anterior ao da ponte estaiada.

Ponte Estaiada

A ponte estaiada é uma alternativa intermediária entre uma ponte pênsil, que requer maior estrutura de cabos, e uma ponte fixa, que requer uma estrutura de sustentação mais cara e elaborada.

As pontes estaiadas são suspensas por cabos de sustentação que partem diretamente de um mastro e vão até a plataforma.

Ponte Pênsil de São Vicente

Foi a primeira ponte pênsil a ser montada no Brasil, fica no sopé do Morro dos Barbosas, São Vicente-SP, sobre o Mar Pequeno, e começou a ser construída em 1912, sendo finalizada em 1914.

Idealizada pelo sanitarista Francisco Saturnino de Brito, seu principal objetivo era conduzir o esgoto coletado nas cidades de Santos e São Vicente para seu lançamento no Oceano Atlântico, no Forte de Itaipu, área que hoje se situa no município de Praia Grande.

A Ponte Pênsil de São Vicente foi um marco no desenvolvimento da Praia Grande, por que foi a partir dela que aumentou significativamente o fluxo de pessoas, com reflexos sobretudo no mercado imobiliário da região.

Rio Piaçabuçu

Rio Piaçabuçu – Praia Grande

Rio Piaçabuçu

A história do Rio Piaçabuçu (pronuncia-se “Piassá Bussú”) está intimamente ligada à história de Praia Grande-SP.

No início do século XIX, o Rio Piaçabuçu era o fio condutor que ligava o município de São Vicente à Vila de Conceição do Itanhaém.

Na época, Praia Grande era formada por sitiantes e o rio era utilizado para escoar a produção agropecuária da região.

Havia muitos portos ao longo do seu curso, como o Porto do Piaçabuçu (no atual bairro de Caieiras), o Porto do Campo (atual Portinho, no Intermares) e os Portos do Tumiarú e das Naus (em São Vicente).

Piaçabuçu vem do tupi, significa “Porto Grande”, e esse foi o primeiro nome que os indígenas deram à Praia Grande.

Praia Grande

Praia Grande – SP

Praia Grande

Outrora, Praia Grande era menos que um bairro de São Vicente..

Era passagem para o sul.. conhecida como Piaçabuçu ou o Caminho de Conceição do Itanhaém..

Piaçabuçu é o nome do rio que serpenteia a Baixada, entre São Vicente (Mar Pequeno) e Ilha das Caieiras em Praia Grande.

Vila Conceição do Itanhaém era o antigo nome de Itanhaém.

Em 1914 o sanitarista Saturnino de Brito viu concretizada sua ideia de levar o esgoto de Santos para fora da cidade.

Para isso construiu o que hoje conhecemos como a Ponte Pênsil (passagem para os canos que iam até o Morro do Itaipú, para desaguar no mar, em Praia Grande).

Há males que vem para o bem.

A construção da Ponte Pênsil facilitou o acesso das pessoas à Praia Grande. Com isso, os terrenos passaram a ter um maior valor do que tinham antes.

Foi o primeiro “boom imobiliário” da Praia Grande.

Confira trecho de uma carta de Benedito Calixto de Jesus, famoso pintor, professor, historiador, ensaísta da baixada: é nome de rua, escola, etc.:

S.Vicente, 23 de março de 1912

Amigo Narciso,

(…) consta-me que você pretende ir a Conceição*, justamente nestes dias, antes da Páscoa, e portanto veja se pode chegar aqui em nossa casa para conversarmos. Temos muita coisa à falar sobre esses negócios de Conceição e principalmente sobre essas terras de Praia Grande tão procuradas e cobiçadas, agora, pelos homens de negócio (…).

Falaremos, ainda, sobre a sorte desses pobres praianos, nossos patrícios, e sobre o procedimento desse italiano que pretende despojá-los do único bem que possuem: as suas terras.(…)

Calixto”

Em 1967 veio a emancipação.

Em 1979, Paulo Maluf inaugura a Ponte do Mar Pequeno, alternativa para a já saturada Ponte Pênsil, e amplia o acesso de paulistanos ao litoral.

Praia Grande é limpa

Durante muito tempo, a Praia Grande foi conhecida por suas praias sujas e feias. Havia muito preconceito contra a cidade.

Mas em 1993, na administração do prefeito Alberto Pereira Mourão, foi elaborado um projeto para reurbanizar a orla, incentivar o turismo, o comércio e, principalmente, os investimentos na construção de prédios e casas.

Com as reformas, os moradores começaram a valorizar a cidade e a criar com ela uma identidade.

Atualmente o município tem uma população de 300 mil habitantes, em uma área de 147 km², e é uma das praias mais movimentadas do Brasil.

Pesquisas da Dersa e da Ecovias calculam que em média 40% dos veículos que utilizam o Sistema Anchieta-Imigrantes em direção ao litoral têm como destino a cidade de Praia Grande.

Na alta temporada, recebe cerca de 1,5 milhão de turistas (mais de cinco vezes a sua população fixa).

Plataforma de Pesca de Mongaguá

Mongaguá

MongaguáMongaguá é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional.

A origem do nome é Tupi Guarani, significa “Águas Pegajosas”, provavelmente em alusão ao ecossistema em torno do Rio Mongaguá.

A cidade tem cerca de 50 mil habitantes em uma área de 137 km², as praias são bem urbanizadas, no conjunto possuem 13 km de extensão, divididos por bairros: Centro, Itaoca, Praia da Vera Cruz e Agenor de Campos. Possui larga faixa de areia escura e batida, boa para “cooper”, bike e caminhadas.

Plataforma de Pesca de Mongaguá

Plataforma de Pesca de MongaguáUma das maiores atrações é a Plataforma de Pesca de Mongaguá, uma estrutura de concreto armado que avança 400 metros sobre o mar, mão na roda para pescadores desembarcados.

Itanhaém

Itanhaém

ItanhaémA 45 anos atrás vi o mar pela primeira vez.

Menino pobre, saído da Cidade Ademar, quebrada de São Paulo, nunca vou me esquecer daquele instante.

O prazer do contato dos pés com a areia, aquele ambiente de praia preservada, a brisa do mar balançando as folhas das palmeiras, a espuma das ondas, tudo aquilo me fez sentir como se estivesse no paraíso..

Sei lá, uma coisa intensa.. como se aquilo fosse o meu mundo.. mexeu com a minha ancestralidade..

Era Itanhaém

Achei o nome esquisito.. e ao mesmo tempo, fascinante..

Vem do Tupi.

Está relacionado com o som das batidas do mar sobre as pedras.

Itá-nha’ẽ. Pedra que Canta ou Pedra que Chora.

O Brasil começou em Itanhaém

É a segunda cidade mais antiga (ano de 1532: em janeiro fundaram São Vicente, em abril, o povoado de Itanhaém).

Hoje o município tem uma população de 95 mil habitantes (2016) em uma área de 599 km², entre Mongaguá e Peruíbe.

Aliás, esses 3 últimos municípios da Baixada Santista, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe são uma espécie de “reserva ambiental e cultural” do litoral sul paulista (à despeito dos vários problemas de urbanização que já enfrentam, e que requerem imediata atenção).

O projeto da Rodovia Parelheiros-Itanhaém pode ser uma oportunidade para transformar o extremo sul do litoral paulista em uma “Punta Del Leste” brasileira.

Desde que combine urbanização com preservação ambiental.

As oportunidades imobiliárias estão ali.

Itanhaém Pedra que Canta
Itanhaém Pedra que Canta
Instância Balneária de Peruíbe

Peruíbe

Instância Balneária de Peruíbe

Peruíbe é um município localizado no litoral Sul Paulista, na Região Metropolitana da Baixada Santista, no estado de São Paulo, Brasil.

A área é reconhecida pelas belas e extensas praias, pelo turismo ecológico e pelo turismo rural. A sua população estimada em 2010 era de 72 793 habitantes. Sua área é de 326 km², o que resulta numa densidade demográfica de 160,28 habitantes por quilômetro quadrado.

Instância Balneária de Peruíbe

Peruíbe é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por lei estadual (confira os demais). Tal status garante, a esses municípios, uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional.

Também, o município adquire o direito de agregar, junto a seu nome, o título de “estância balneária”, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

A orla urbana é formada por balneários horizontais de alto padrão, como Arpoador, Oásis, Pq. Turístico, Flórida e Stella Maris. Algumas construções se destacam pela arquitetura arrojada e recortada, de muita beleza.

O Centro e a Estação são zonas comerciais. Já os bairros como Vila Erminda, Caraguava, Jardim Veneza, Jardim Brasil, Vila Romar e Prados, mais afastados da praia, são os mais habitados.

Presença marcante de condomínios e loteamentos, como os Bougainvillé, Três Marias e São Marcos.

A linda e conservada Peruíbe

São 32 km de litoral com belas praias e os menores índices de poluição do Litoral Paulista.

Na área urbana, distribuem-se diversos balneários de elevado padrão de construção com arquitetura predominantemente horizontal.

A Praia de Peruíbe é urbanizada com quiosques, calçadão, ciclovia e jardins. Dentre elas, destacam-se as praias do Centro.

Em direção ao sul, a paisagem torna-se mais natural, com o Costão e sua famosa ducha natural, a Prainha e o Guaraú.

Dentro da Jureia, são dezenas de praias preservadas e praticamente intocadas, de beleza única, como a Desertinha, Tatuíra, Guarauzinho, Baleia, Arpoador, Parnapoã, Brava, Juquiazinho, Preta, Caramborê e Barra do Una já na divisa com Iguape. As cachoeiras do rio do Ouro, Guanhanhã, Vilão e Antas, as corredeiras do Perequê e do Paraíso, esta com seu tobogã e piscinas naturais, completam a natureza.

Ensopadinho de Mandi com Pirão

Ensopadinho de Mandi com Pirão

Ensopadinho de Mandi

Como um monte de primeiras coisas e momentos em nossas vidas, o primeiro peixe a gente também não esquece. Comigo foi assim, um momento mágico, fantástico! Eu devia ter uns 8 ou 9 anos, estava sozinho sentado dentro de uma canoa apoitada na baixada do mercado em Iguape/SP, onde passávamos as férias. Joguei na água minha linhada de mão, que tio Dito Lula e meu pai entralharam para mim, e uns 2 minutos depois… Tchum! Aquele puxão forte! Tomei um danado dum susto… Foi um “Meu Bom Jesus!” seguido de uma alegria incontida e lá estava eu, com o coração quase saindo pela boca, meio afobado, recolhendo a linha que trazia no anzol um mandi de uns dois palmos, minha primeira pesca, meu primeiro peixe.

Fiquei tão feliz, tão maravilhado, ali sozinho naquela canoa, na beira do mar pequeno, de frente pro pirizal, que peguei minhas tralhas, meu “peixão” e fui embora para casa daquele jeito, de moleque, sabe? Meio correndo, meio andando, meio pulando com o meu mandi ainda pendurado no anzol. É desses momentos simples cheios de significado e alma que somos feitos, não é mesmo? Dá para esquecer?

O Mandi

A palavra mandi vem do tupi mãdi’i e é o nome dado a diversos peixes de couro da espécie pimelodus, como o mandi amarelo, o mandi chorão e o mandi tinga encontrados em importantes bacias hidrográficas do nordeste, do sul e do sudeste do Brasil, como a Bacia Amazônica, a do Araguaia-Tocantins, a do São Francisco, a do Prata e a do Ribeira de Iguape, onde podem ser encontrados nadando próximos ao fundo, na beira dos rios, em poços, remansos e boca de riachos.

Primo menor dos grandes bagres siluros como a pirara e o pintado, o mandi pode alcançar até 40 cm de comprimento e pesar até 3 Kg. Alimenta-se de tudo, é então onívoro, preferindo larvas de insetos, algas, moluscos, pequenos peixes e fragmentos de vegetais. Sua carne é clara e de sabor muito suave.

RECEITA
Facílimo | de 4 a 6 Porções | Uns 40 minutos

INGREDIENTES

  • 2 ou 3 mandis de bom tamanho
  • 4 tomates maduros, sem pele nem sementes, picados
  • 2 colheres de (sopa) de óleo
  • 2 dentes de alho amassados
  • 2 cebolas picadas
  • 1 punhado de alfavaca e cheiro verde picados
  • Suco de 1 limão
  • Sal a gosto
  • Farinha de mandioca artesanal

Dica: Quer deixar o negócio chique e mais irresistível ainda? Acrescente alguns pitus.

Você Vai Precisar

  • Duas panelas médias com tampa.
  • Um coador ou peneira.

PREPARO

“Conserte” (limpe) os mandis e lave-os bem, por dentro e por fora. Tempere-os com o suco de limão, o sal e deixe tomar gosto por uma meia hora.

Importante: Como com qualquer bagre, tome cuidados com as esporas das nadadeiras dorsais e lombar do mandi na hora de limpá-los. Estas esporas tem um serrilhado invertido que é fácil de entrar e difícil de sai da pele, além de possuírem toxinas e bactérias que causam muita dor caso você se machuque com elas.

Corte os peixes em postas e reserve as cabeças para fazer o pirão.

Em uma panela aqueça o óleo e refogue a cebola e o alho. Junte os tomates picados, a alfavaca e o cheiro verde e refogue mais um pouco.

Importante: Retire um pouco deste refogado e reserve para usá-lo no cozimento das cabeças para o pirão. Preste atenção!

Quando os sabores do refogado forem liberados, coloque o peixe e misture com cuidado.

Quando o peixe estiver começando a embranquecer, acrescente um pouco de água, baixe o fogo, tampe a panela e deixe a coisa acontecer.

Enquanto o peixe cozinha, em outra panela coloque as cabeças com um pouco do refogado que você reservou anteriormente. Reservou mesmo, né? Coloque água, acerte o sal e deixe cozinhar.

Bom, neste momento você tem duas panelas no fogo, então preste atenção:

  1. Verifique de tempos em tempos se o peixe já está cozido, estando tudo beleza, desligue o fogo e reserve.
  2. Quando o cozido das cabeças do mandi fizer um caldo saboroso, desligue o fogo, acerte o sal, se você quiser acrescente aquela sua pimentinha e misture tudo. Coe o caldo e vá juntando farinha de mandioca aos poucos até dar ao pirão uma consistência mole e reserve.

Sirva o ensopadinho de mandi, com o pirão á parte, acompanhado de um arroz branco fresquinho e uma saladinha bacana.